Jala

Sobre deixar-se levar

 

Apenas um saco de água

Sem peixe

Sem cor

Sem cheiro

 

Refrescar-se do asfalto quente

Ao molhar os pés num acidente

 

Rolar

Mover a maré em mim

 

Terra e água se misturam sob pés

Num eterno deslizar

 

Já sem dentes

Sigo o convite

De sobrancelhas redondas

De leve suspender do canto da boca

Doce

 

 

Docilizados

Corpos

Manejando fluidez

Contenções marcadas

Experimentos partilhados

Como soltar

Se

 

Suspender

Parâmetros

 

Pausa

 

Gangorra

 

De peso forte

De peso leve

Transmutações

Remodelações líquidas

 

Faltou sorver em gosto

O que o instinto

Nos reserva

Sinestésico convertido em cinético

Vice-versa

E seguimos

Movendo de recipientes
Abertura de quadril